Tal como uma dor de cabeça que vem em média uma ou duas vezes por mês, minha mente se perturba com a única certeza que temos: a morte.
No fim de tudo chego a duas conclusões. Uma seria que se fôssemos eternos não teria graça. Por mais que a vida seja curta chega um momento em que você olha para o céu e sua mente diz: "Agora posso partir, já cumpri meu papel aqui". Momento esse em que você se sente realizado.
Então, aí vem à segunda: Devemos sempre correr atrás dessa realização. Buscar o que queremos e defender o que acreditamos. E com isso vem o medo. Medo de não viver o bastante até que esse dia chegue. Não quero paraíso, tampouco inferno. Quero vida, apenas isso. Sendo assim, sigo como uma borboleta. Tenho apenas 24 horas para fazer o que puder, levando em conta que amanhã já não existirei.
Voo livre, cheirando as flores mais belas dos campos e indo cada vez mais alto olhando para o céu azul. E minha mente ainda continua quieta.