Perambulo pela casa.
Estou tão ansioso, angustiado, e muitas outras coisas que não sei descrever.
Paro no corredor, encosto a cabeça na parede respiro fundo, mas não passa.
Vou para o banheiro e olho meu rosto no espelho:
- Droga.
Minha aparência estava horrível, parecia que estava de ressaca.
Puxo meus cabelos na tentativa de arrancá-los, eles que já estavam totalmente bagunçados.
Mas de nada adiantaria, e assim volto a caminhar.
Não me sinto seguro em nenhum lugar, é como se fantasmas me perseguissem em cada canto da casa.
Isso me sufoca. Vou para o quarto e tiro uma caixa empoeirada que a tanto tempo guardei debaixo da cama.
E dela tiro papéis que já se despedaçam entre meus dedos.
Cartas que escondem um passado onde me sentia bem, trazendo em cada palavra a dor ao lembrar que esse tempo não voltará.